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8月7日 O Homem do LemeO Homem do Leme
Hoje não me apetece “poetar” nem prosear. Apetece lembrar-te, sentir-te. À distância de um telefonema que não faço, De uma mensagem que não envio, Porque sei que afinal nunca vais responder. Passaram três longos anos e continuo a amar-te Com a mesma intensidade e densidade. Sinto a calma que me transmites Quando o meu pensamento voa para ti. Sabendo que adormeci no tempo, Quando voltei a despertar Já era tarde demais.
Resta-me recordar e dedicar-te a letra de uma das minhas canções favoritas dos Xutos & Pontapés
O Homem do Leme
Sozinho na noite Um barco ruma Para onde vai? Uma luz no escuro Brilha a direito Ofusca as demais
E mais que uma onda Mais que uma maré Tentaram prendê-lo E pôr-lhe uma fé.
Mas vogando à vontade Rompendo a saudade Vai quem já nada teme Vai o homem do leme
E uma vontade de rir Nasce do fundo do ser E uma vontade de ir Correr o mundo e partir A vida é sempre a perder
No fundo do mar Jazem os outros Os que lá ficaram Em dias cinzentos Descanso eterno Lá encontraram
E mais que uma onda Mais que uma maré Tentaram prendê-lo E pôr-lhe uma fé.
Mas vogando á vontade Rompendo a saudade Vai quem já nada teme Vai o homem do leme
E uma vontade de rir Nasce do fundo do ser E uma vontade de ir Correr o mundo e partir A vida é sempre a perder
No fundo horizonte Sopra um murmúrio Para onde vai? No fundo do tempo Foge um futuro É tarde demais
E uma vontade de rir Nasce do fundo do ser E uma vontade de ir Correr o mundo e partir A vida é sempre a perder
Xutos & Pontapés
(ILYMTMHCS… BITILYF)
8月15日 DEUSEste lindíssimo poema de Alberto Caeiro, ofereceu-me hoje, a minha irmã Helena. Por gostar muito dela e por apreciar muitas das poesias de Fernando Pessoa, coloco aqui, para que todos possam disfrutar e comentarem o que é Deus para cada um de vós. Obrigada Lena. Beijocas (.....) Não acredito em Deus porque nunca o vi. Se ele quisesse que eu acreditasse nele, Sem dúvida que viria falar comigo E entraria pela minha porta dentro Dizendo-me, Aqui estou! (Isto é talvez ridículo aos ouvidos De quem, por não saber o que é olhar para as cousas, Não compreende quem fala delas Com o modo de falar que reparar para elas ensina.) Mas se Deus é as flores e as árvores E os montes e sol e o luar, Então acredito nele, Então acredito nele a toda a hora, E a minha vida é toda uma oração e uma missa, E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos. Mas se Deus é as árvores e as flores E os montes e o luar e o sol, Para que lhe chamo eu Deus? Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar; Porque, se ele se fez, para eu o ver, Sol e luar e flores e árvores e montes, Se ele me aparece como sendo árvores e montes E luar e sol e flores, É que ele quer que eu o conheça Como árvores e montes e flores e luar e sol. E por isso eu obedeço-lhe, (Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?), Obedeço-lhe a viver, espontaneamente, Como quem abre os olhos e vê, E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes, E amo-o sem pensar nele, E penso-o vendo e ouvindo, E ando com ele a toda a hora. 6月27日 USWhen we love someone, we walk side by side.
"US" means exactly that. There is no place for but or maybe. Ana T.
27 Jun 2007
12月18日 A Palavra... Sim Senhor, tudo o que queira, mas são as palavras as que cantam, as que sobem e baixam ... Prosterno-me diante delas... Amo-as, uno-me a elas, persigo-as, mordo-as, derreto-as ... Amo tanto as palavras ... As inesperadas ... As que avidamente a gente espera, espreita até que de repente caem ... Vocábulos amados ... Brilham como pedras coloridas, saltam como peixes de prata, são espuma, fio, metal, orvalho ... Persigo algumas palavras ... São tão belas que quero colocá-las todas em meu poema ... Agarro-as no vôo, quando vão zumbindo, e capturo-as, limpo-as, aparo-as, preparo-me diante do prato, sinto-as cristalinas, vibrantes, ebúrneas, vegetais, oleosas, como frutas, como algas, como ágatas, como azeitonas ... E então as revolvo, agito-as, bebo-as, sugo-as, trituro-as, adorno-as, liberto-as ... Deixo-as como estalactites em meu poema; como pedacinhos de madeira polida, como carvão, como restos de naufrágio, presentes da onda ... Tudo está na palavra ... Uma idéia inteira muda porque uma palavra mudou de lugar ou porque outra se sentou como uma rainha dentro de uma frase que não a esperava e que a obedeceu ... Têm sombra, transparência, peso, plumas, pêlos, têm tudo o que ,se lhes foi agregando de tanto vagar pelo rio, de tanto transmigrar de pátria, de tanto ser raízes ... São antiqüíssimas e recentíssimas. Vivem no féretro escondido e na flor apenas desabrochada .......
é por isto e por isso que eu amo as palavras, elas aproxima-nos e também nos afastam.........
Pablo Neruda 11月9日 Versos curtos e compridos - Pablo Neruda" Quem determina que os versos sejam mais curtos ou mais compridos, mais delgados ou mais gordos, mais amarelos ou mais vermelhos? O poeta que os escreve.
Determina-o com a sua respiração e o seu sangue, com a sua sabedoria e a sua ignorância porque tudo isso entra no pão da poesia."
Pablo Neruda in "Confesso que vivi"
10月10日 O AmorSe uma pessoa diz a outra que a ama, a própria linguagem supõe a expressão "para sempre". Não tem sentido dizer: - Amo-te, mas provavelmente só durará uns meses, ou uns anos, desde que continues a ser simpática e agradável, ou eu não encontre outra melhor, ou não fiques feia com a idade. Um "amo-te" que implica "só por algum tempo" não é um amor verdadeiro. É antes um "gosto de ti, agradas-me , sinto-me bem contigo, mas de modo algum estou disposto a entregar-me inteiramente, nem a entregar-te a minha vida". 10月8日 AudáciaNão se deve ter medo de dar um grande passo quando for altura disso. Não se pode atravessar um abismo aos saltinhos. (David Lloy George - Estadista Inglês)
10月1日 A Loucura e a poesia, vista por Pablo Neruda"Direi que a loucura, certa loucura, anda muitas vezes de braço dado com a poesia.
Assim como custaria muito à pessoas equilibradas serem poetas, talvez custe muito aos poetas serem equilibrados."
Pablo Neruda in "Confesso que vivi"
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