Ana さんのプロフィールFragmentos trocados da a...フォトブログリストその他 ![]() | ヘルプ |
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3月26日 Tempo3月14日 Circunstância2月12日 Se fosse poesiaSe fosse poesia Esconderia as palavras Para que ninguém me lesse
Se fosse mar Escutaria o cantar De todas as conchas
Se fosse sol Aqueceria os pássaros Que cantariam eternamente
Se fosse nuvem Descansava pacífica No cume daquela serra
Se fosse lua cheia Iluminaria os passos Apagados da tua alma
Se fosse beijo Alimentaria a fome De uma paixão tímida
Se fosse música Comporia melodias Para os teus ouvidos surdos
Se fosse ninguém Não me importaria Com as dores do mundo
Mas não sou… Poesia, nem mar Nem sol ou nuvem Lua cheia ou beijo Nem música Nem ninguém.
Sou eu… apenas!
Ana T. 11 Fev. 2009
12月15日 Usurpador de almasUsurpador de almas
Nada em ti faz sentido Baralhas cartas num jogo viciado Acreditas teres todos os ases na mão Jogas a vida numa roleta russa Mas tens os cartuchos vazios. Exaltas as tuas virtudes
Fazes piruetas com as palavras Inventas umas quantas sílabas Para silenciares as vogais És um mau acrobata sem rede. Pintas no horizonte um arco-íris
Numa paleta de cores inverosímeis Destapas um falso pote mágico A que chamas felicidade eterna Mas está pleno de desencantos. Alardeias a tua pureza
Dizes-te sem mácula Só os outros falseiam Dás socos e gritas ao vento Fosse ele acusável dos teus destemperos. És como uma peça de teatro
Mal encenada e sem ponto Num texto mal decorado Improvisas tão mal a tua deixa Cai a máscara e ficas só sem dó. És pior que um D. Quixote
Sem o escudeiro Sancho Pança Sem moinhos imaginários Com inimigos invisíveis Sem Dulcineia para salvares. Tens o entendimento confuso
Enrodilhas o teu novelo Embrenhas-te no teu nevoeiro Gritas por uma bússola Para a destruíres de seguida. Plantas cardos em desertos
Queres colheitas de rosas frescas Exiges atenção ao mundo Pedes aplausos ao teu ego Tu és o teu único público.
Ana T. 15 Dez 2008 7月17日 Canela e JasmimCanela e jasmim
No queimador de essências do meu quarto Deixo-me abraçar pelo som do jasmim. Está calor, deixo-me ficar deitada. Tento ler mais um livro, O pensamento voou para outras paragens.
Numa emoção vinda sei lá de onde Transporto-me para uma serenidade consciente. Num filme de memórias, recordo outros tempos. Que foram os nossos… só nossos. Tantas luas passaram… Mas soube-me a… ontem.
Lembro-me de velas com aroma a canela. Lembro-me de janelas meio abertas. Lembro-me do calor daquele Verão. Lembro-me de brisas marinhas.
Duas peças de um puzzle Tiradas à sorte do Universo. Encaixaram, perfeitas, Na envolvência suave da canela. Numa harmonia transcendental Como se tivessem sido talhadas Com um propósito singular.
Quase não havia palavras. Havia olhares. Havia um silêncio gritante e pacificador. Todos os estrépitos do mundo
Caminhos diferentes arrancaram-nos o tempo. Deixei-te ir.
Enterrei um amor vivo que nunca morreu. Guardei-o dentro de mim para que não mo roubem. É só meu.
Já não te tenho. Já não te posso ter. Não como antes. Não como naquele Verão, Que se prolongou pelo Inverno.
Mas tenho-te de outras formas mais subtis. Abriguei dentro de mim o aroma a canela, os olhares cúmplices A cadência das palavras, o amor que nos arrebatou. Ninguém me pode arrancar essas memórias.
Se morresse hoje, morreria feliz. Por ter tido o privilégio de te amar tanto. De ter sido tão amada por ti.
Hoje, estou inteira e feliz Por ter feito parte do teu puzzle. Ninguém te arrancará do meu coração.
Tu foste único.
Ana T. 17 Jul 2008
6月17日 Sai de Mim!Sai da minha noite!
Sai dos meus pesadelos! Desaparece na névoa do tempo. Abandona a minha alma! Deixa para os incrédulos As tuas lágrimas dissimuladas. Sai da minha noite e dos meus dias!
Solta-me o pensamento! Não agonies mais a minha existência Com juras de mau talento. Esconde-te na tua noite e fica lá! Sai de mim!
Ana T. 17 Junho 2008
5月30日 Pintar a tristezaSe pudesse pintar a tristeza…
As rosas teriam espinhos sem pétalas
A lua se esconderia e não segredaria magia. O sol seria uma bola vermelha Como as estrelas que estão a morrer. O mar perderia o sal e ficaria pasmado. O relógio deixaria de compreender o tempo.
O vento ficaria mudo e não cantaria As árvores abrigariam as suas folhas Os seus ramos abraçariam o seu próprio tronco. Os pássaros levariam os seus ninhos. As bolas de sabão perderiam as cores do arco-íris.
O silêncio fecharia os olhos para meditar. A tinta escreveria em cor transparente Que só as almas grandes e puras poderiam entender O que ficaria escrito num pergaminho de seda. Não há mais palavras para pintar a tristeza
Que fica depois do tempo desperdiçado, De uma desilusão abissal, De um amor que não chegou a ser De quem jurou mentindo ao mundo. De um embuste…
Que não passou duma patética pantomina. Este é o quadro que não vou pintar
Para que hoje saiba o gosto fresco a liberdade. Para que hoje consiga erguer O que de melhor existe dentro de mim, Para voltar a sorrir e espantar fantasmas alheios. Não vou pintar este quadro!
Ana T. 30 Maio 2008 3月21日 De mansinhoVou mergulhar de mansinho
Naquele mar que é meu cúmplice. Peço às ondas, que levemente, Me conduzam ao meu recanto de paz. Sussurro às rochas que tão bem me conhecem Que me ampararem no caminho. Abro os meus olhos feitos pérolas negras
Cansados e secos de sal queimado. Ofereço o meu coração dolente A todos os seres marinhos. Espero o regresso ao que fui um dia Sem nunca voltar aos lugares onde fui feliz. Deixo a minha alma adormecer
De tanto desassossego. Sempre que olhares as estrelas Acreditarás que nunca deixei de te amar. Um dia estaremos num outro mar Que abrigará um amor que não morreu. Numa oração profunda
Rogo a Deus que me perdoe. Ana T.
21 Março 2008 1月28日 O meu SolO meu Sol
Quando entraste na minha vida Foste um novo sol na minha galáxia cinzenta Restauraste uma mulher incompleta Conquistaste em mim um sorriso único.
Agora não estás na minha vida Aquele sorriso voou no dia em que me afastei Nunca mais me senti completa, O sol ficou mais glacial.
E fico assim… impotente, frustrada, triste Por saber que não posso recolher ao teu sol. Algo me diz que não queres de volta o nosso sol É como um regresso ao futuro que não existe.
Talvez pudesse ter prolongado o teu sol Talvez ainda hoje tivesse aquele sorriso Talvez ainda estivéssemos a viver momentos Talvez… não sei combater o talvez!
Conheço bem a minha alma Sei que não sei amar-te aos pedaços. Sei que quero mais e melhor Afinal mereço o meu lugar ao sol.
Esperei uma vida inteira pela minha alma gémea. Encontrei-te e tive de te soltar. Tínhamos de cumprir percursos diferentes. Pode ser que os anjos deixem de nos dedicar partidas.
Tomei a única decisão para poder amar-te para além do tempo, Os grandes amores e as grandes almas sobrevivem ao tempo. Talvez porque alimentam a esperança de se voltarem a abraçar. Nunca e sempre são palavras muito demoradas.
Ana T. 28 Jan 2008
1月25日 Só por hoje....Só por hoje… Vou esquecer que te amo intemporalmente Vou esconder os nossos momentos numa caixa de areia Trancá-la a sete chaves e atirá-la ao fundo do mar
Só por hoje… Vou chorar a frustração de tempo perdido Vou inventar que amanhã está sol Vou olhar para o céu e imaginar que é azul
Só por hoje… Vou achar que não tenho alma Vou estilhaçar todos os pedaços de ti que guardei Vou escondê-los num veludo secreto
Só por hoje… Não vou abrir o meu coração para ti Não vou deixar a minha intuição falar Não vou deixar que me emociones
Só por hoje… Vou ficar surda às sensações que recordámos ontem Vou calar a verdade que me entranha a pele Vou libertar-te mim, para que faças o teu luto
Só por hoje… Vou esquecer que foste a minha metade Vou esquecer que amanhã foi hoje Vou apagar o amanhã que podia ter sido ontem
Só por hoje… Vou dizer basta! Vou ficar cansada para entender o que não dizes Vou imaginar que me calas com um beijo
Só por hoje… Vou ficar só, porque me apetece! Porque estou cansada! Porque não quero amar-te assim outra vez!
Ana T. 25 Jan 2008
1月6日 Amor perdido no tempoAmor perdido no tempo
Vou ser nuvem transparente
Uma névoa invisível Para que ninguém me toque. Dançar ao som de uma música inaudível
Que só eu possa escutar. Escrever palavras que só eu possa entender.
Estou cansada de entender os outros. Cansada de ouvir coisas tão vazias como:
“Estou contigo porque gosto de ti”. Também gosto de arroz de cabidela e de bacalhau com natas.
Mas esses não são a minha companhia. São alimentos para o corpo. Falta-me o alimento para a alma.
A minha alma é insaciável. Quero ficar numa ilha deserta.
Mais deserta ainda do que aquela onde estou. Mar, sol, palmeiras, água, chocolate amargo, papel e caneta.
Ficar quieta, sem fazer nada. Voar para dentro de mim.
Olhar bem lá no fundo e perceber que não sou assim tão feia. Nem tão má, nem tão teimosa, bem tão burra. Nem tão compreensiva, nem tão tolerante. E vás para onde fores, guarda aquela ampulheta.
Tem um segundo de areia, Mas tem todo o meu amor lá dentro. Ana T. 6 Jan 2008 10月27日 EscolhasLi no teu olhar verde,
um doce querer. No compasso do tempo li um doce amar, uma vontade de ficar. Leio o teu sorrir quando regressas aos pincés, desenhas sonhos em tela, leio a tua tranquilidade. Vejo a tua alma cheia de cores, como um arco-íris gigante. E peço muito a Deus que nenhuma nuvem te tolde o pensamento. E peço muito aos anjos que guardem as tuas cores para mil telas contares. E num suave sopro atiro um beijo com o olhar, para entenderes a minha liberdade, a minha escolha de ficar. Ana T.
27 Out 2007
9月8日 FuturoAmanhã...
não haverá mais lágrimas p’ra te dar abrirei a minha janela p'ra te deixar entrar confessarei a minha alma ao mar ouvirei os segredos que prometi guardar dançarei nas nuvens que me ofereces trarei a ti a fruta que me deste deixarás que a tua mão encontre a paz jurarás amor eterno depois da morte trarás um raio de luar para eu descansar Amanhã...
será um futuro em branco temos o poder de o desenhar seremos dois e nunca mais de um que o teu descanso seja igual ao meu as nossas vozes silenciarão as nossas almas bailarão ao sabor da chuva dormiremos um sono profundo e quente como o sol Amanhã...
Ana T. 8 Set 2007 7月24日 EgoistaEgoísta
Hoje, vou voltar a ser egoísta, mais uma vez...
Que se lixe... estou cansada de esconder o que sinto só para não parecer mal. Hoje, estou-me nas tintas para o que os outros possam pensar quando lerem isto.
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Hoje, vou espalhar o meu Cansaço... Pode ser que fique menos Oprimida. Hoje, vou espalhar a minha Desilusão... Pode ser que volte a Acreditar. Hoje, vou espalhar a minha Revolta... Pode ser que fique em Paz. Hoje, vou espalhar a minha Ansiedade... Pode ser que fique mais Tranquila. Hoje, vou espalhar o meu Fogo... Pode ser que fique mais Fria. Hoje, vou espalhar a minha Vida... Pode ser que me sinta mais Abençoada. Hoje, vou espalhar a minha Raiva Pode ser que fique mais Benevolente. --------------------------------------------------------
Partilhar, não é dizer “eu quero”... É dar e receber. Amizade não é discriminar...
É aceitar as diferenças. Quando se ama de verdade...
Há partilha e amizade. Se o orgulho fica acima de tudo isto
acabamos invariavelmente sós. Ana T. 23 Jul 2007 7月15日 EstóriasEsta é uma estória
Plena de equívocos Enganos e desenganos Podes ser um zé-ninguém Mas podias ser para mim O melhor do mundo, Se não fosses um trapalhão. Nas tuas pantominas E momices fora de tempo, Fazes de ti um palhaço triste Sem circo e sem público. Ficas como menino desamparado À sorte de ventos e marés Queres de volta a tua bússula Mas perdeste-a no imo teu orgulho. Preferiste desperdiçar o que tinhas de bom Convencido que solitário eras mais feliz. Não és um lobo do mar Nem tampoco pescador Insistes em lançar as tuas redes No escuro da tua alma Recolhes aventuras desditas Que te trazem mais vazio. Afinal aquelas fantasias
São amargos de boca. Em vez de olhar, veres e sentir... Uma vida com cores Refugias-te no cinzento De preocupações que inventas Para manteres a mente ocupada. Advogas formas de estar na vida Que não são a tua verdade, São as politicamente correctas Para os outros verem, Não as concretizas. Pareces um saco de vento...
Magoas-te porque queres, Ferem-te porque deixas... Acabas por magoar quem não deves. Rodeias-te de outros pantomineiros E continuas num eco estúpido no imaginário do que não és não te libertas do que foste e continuas numa realidade que não é a tua. Fico triste por te saber assim
Fico com alguma raiva... porque deixei. Insistes em substimar quem está do teu lado Persistes no uso de palavras ocas. Amar é cuidar
Quem não cuida Não merece nada! Ana T. 14 Jul. 2007 6月26日 InfértilHoje gostava de ser fértil...
A minha pena não produz, Não se reproduz... nada! Hoje o papel cansa-se
de esperar e seca... E a tinta não transborda Numa torrente de... De mil cores! E nada cresce!
Sinto-me inútil! Estás seca semente!
E aguardas ansiosa... Pelo despontar Duma madrugada com lágrimas Para que voltes a germinar. E voltas a crescer...
E produzes mais sementes Para que o vento as leve E mate a fome do mundo! Do mundo de aqui...
E de outro além! Do mundo do abrigo
Dos sem-abrigo Ainda que sem casa Fertilizam a mente... Lêm livros... Devoram as palavras
Como um manjar raro, São alimento da alma Não têm nada de seu... Apenas aqueles livros! De onde vêm aqueles livros?
Alguém os ofereceu... Ou descobriram-nos... Por entre o lixo urbano Que nos sufoca? Este lixo que deixamos
Que nos invada Todos os dias...! Mata a fertilidade das palavras
Ficamos estupidificados Como estátuas de latão! E não há nada...
Nada que faça parar Esta paralisia mental! Recuso-me a ser... Mais uma dessas estátuas Que nada fazem, Nada produzem, Envenenam com o seu verdete! Não ajudam ninguém,
Ficam ensimesmadas São insignificantes... Vivem com o olhar longe... Perdido no horizonte Com pena de si mesmas! Chega!
Chega de falso altruismo! Chega de palhaços Num circo sem público! Viva os sem-abrigo
Que vejo ler avidamente Por algumas ruas desta urbe cruel! Viva os sem-abrigo
Que passam orgulhosos E não pedem esmola! Viva os sem-abrigo
Que são fertéis... Bastam-se a si próprios Com o pouco que possuem! Vamos espalhar palavras!
Partilhar vidas, Lançar notas de música Como se fossem balões! Erguer as mãos ao céu... E gritar bem alto... Somos fertéis! Ana T. 26 Jun 2007 6月14日 O olhar do amorA propósito do título de uma das canções mais bonitas cantadas pela Diana Krall “The Look of Love”.
Fiquei a pensar no “olhar do amor”.
E recordei o que que é este olhar.
Já conheci o olhar do amor.
Sei como é o olhar do amor.
Sei quando olharam para mim com o olhar do amor profundo.
Sei quando olho com amor.
E sei quando olhei com amor.
Acima de tudo... quem ama...cuida!
E quem não cuida não merece nada! ---------------------------------------------------------------
No olhar do amor... Há um mistério profundo Uma espécie de brilho... Misturado com uma neblina... Com uma lágrima de felicidade Quase transparente... E uma ponta de dor Sim... porque o amor... dói!
Dói nas entranhas É uma dor quase feliz... É um frio estômago É um calor no coração É um arrepio na alma O olhar do amor...
É uma porta meio fechada Que tarda em abrir... Por medo de ser magoado Deixar que alguém entre... Devagar sem pedir licença O olhar do amor...
É aquele que se captura Numa foto especial Como um sorriso para o mundo Aquele olhar peculiar Que muitos não sabem ler O olhar do amor...
Não precisa de palavras E quando elas são faladas Os olhos têm de falar Muito, mas muito mais alto... Como um grito mudo Que vem de dentro da alma Se te olharem de olhos vagos
E da boca sair a palavra “amo-te” Não creias no que a boca diz Vê o que olhos falam... Só assim podes abrir... devagar Um pouco mais a porta. O olhar do amor...
Quer pureza Quer atitude... Quer energia... Quer carinho... Quer desvelo... Quer generosidade O olhar do amor...
Quer cheiro... Quer paladar... Quer coragem... Quer força... Quer uma dose de loucura... Quer as cores do mundo! Se a tua alma não vibrar
Com o que lês no olhar Então as palavras são mentira São um falar por falar Porque no amor... não chegam as palavras! Ana T. (Maggie) 14 Jun. 07 11月9日 Dança-meDança-me nos teus braços Dança-me na tua língua Sufoca-me na tua boca Meneia os teus dedos nos meus recantos Destapa-me o desejo Queima-me no teu fogo Dança-me até Marte Faz-me tua fêmea Desalinha-me os cabelos Entra em mim até ao fundo do mar Dança-ma para além do horizonte Dança-me na areia do tempo Dança-me no etéreo do teu imaginário Dança-me no erotismo dos sentidos Dança-me em lençóis perfumados Dança-me no azul dos teus olhos Leva-me na embriaguez da tua paixão Dança-me em sexo desvairado Dança-me até ao fim do tempo
Dança-me…
Ana T. Que amor é esteQue amor é este Que mulher é esta Que descobres em cada dia?
Quero ser amor infinito Que brota das profundezas Quero ser o teu poço De água fresca e cristalina Onde tu matas a tua sede Quero ser a tua sombra Onde descansas Quero ver-te sorrir Quero ver-te brincar Quero rir contigo Quero estar aqui na tua paz.
Quero amar-te para além do tempo terreno. Quero ser a tua metade Rebento por dentro Quando aquela ponta de ciúme me invade Calo-me e sofro em silêncio.
Não sei dosear a forma como amo. Ou amo muito ou não amo. Se amo muito morro. Morro se amar pouco. Não encontro meio-termo para amar. Morrer por morrer Prefiro morrer por amar muito.
Por mais que doa Por mais que custe Por mais que morra…
Ana T. QueriaQueria cinzelar numa pedra de luz O teu nome em folhas verdes, O teu aroma em pétalas de violeta.
Queria pedir ao sol Uma noz de calor Para aquecer o teu coração.
Queria roubar do céu Uma colher de ar puro Para respirares sons de violino.
Queria plantar uma estrela amarela Em cada ponto da tua aura Para sentires a paz dum beijo.
Queria falar com Deus, Pedir ao anjo branco Que te proteja nas suas asas.
Queria trazer do vento Aquela brisa cálida Que te acalenta o sonho.
Queria escrever na alvura Duma folha de papel A palavra que te alenta.
Queria conseguir transpor Para dentro de mim a tua aflição… Porque não consigo aliviar A tua mágoa da vida. Mas estou impotente Para matar a desilusão Que te cultivaram na alma.
Queria ter poder para te ver feliz Queria ser mais forte e não consigo!
Se tudo isto não é amor Então não sei amar!
Ana T. |
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