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ブログ


3月26日

Tempo

O tempo passa e passa...
Não tens tempo para o tempo.
Quando olhares para o tempo, o tempo de ter tempo... já passou!
 
 
Ana T.
 
26 de Março 2009
 
3月14日

Circunstância

Um abraço vazio
Um carinho ausente
Uma pele morna
Um olhar frio
Um ponto de desequilíbrio...

Desapontamento circunstancial


Ana T.
14 Março 2009




2月12日

Se fosse poesia

Se fosse poesia

Esconderia as palavras

Para que ninguém me lesse

 

Se fosse mar

Escutaria o cantar

De todas as conchas

 

Se fosse sol

Aqueceria os pássaros

Que cantariam eternamente

 

Se fosse nuvem

Descansava pacífica

No cume daquela serra

 

Se fosse lua cheia

Iluminaria os passos

Apagados da tua alma

 

Se fosse beijo

Alimentaria a fome

De uma paixão tímida

 

Se fosse música

Comporia melodias

Para os teus ouvidos surdos

 

Se fosse ninguém

Não me importaria

Com as dores do mundo

 

Mas não sou…

Poesia, nem mar

Nem sol ou nuvem

Lua cheia ou beijo

Nem música

Nem ninguém.

 

Sou eu… apenas!

 

 

Ana T.

11 Fev. 2009

 



 

 

 


12月15日

Usurpador de almas

Usurpador de almas

Nada em ti faz sentido
Baralhas cartas num jogo viciado
Acreditas teres todos os ases na mão
Jogas a vida numa roleta russa 
Mas tens os cartuchos vazios.
 
Exaltas as tuas virtudes
Fazes piruetas com as palavras
Inventas umas quantas sílabas
Para silenciares as vogais
És um mau acrobata sem rede.
 
Pintas no horizonte um arco-íris
Numa paleta de cores inverosímeis
Destapas um falso pote mágico
A que chamas felicidade eterna
Mas está pleno de desencantos.
 
Alardeias a tua pureza
Dizes-te sem mácula
Só os outros falseiam
Dás socos e gritas ao vento
Fosse ele acusável dos teus destemperos.
 
És como uma peça de teatro
Mal encenada e sem ponto
Num texto mal decorado
Improvisas tão mal a tua deixa
Cai a máscara e ficas só sem dó.
 
És pior que um D. Quixote
Sem o escudeiro Sancho Pança
Sem moinhos imaginários
Com inimigos invisíveis
Sem Dulcineia para salvares.
 
Tens o entendimento confuso
Enrodilhas o teu novelo
Embrenhas-te no teu nevoeiro
Gritas por uma bússola
Para a destruíres de seguida. 
 
Plantas cardos em desertos
Queres colheitas de rosas frescas
Exiges atenção ao mundo
Pedes aplausos ao teu ego
Tu és o teu único público.
 

Ana T.
15 Dez 2008
 
7月17日

Canela e Jasmim

Canela e jasmim

 

 

No queimador de essências do meu quarto

Deixo-me abraçar pelo som do jasmim.

Está calor, deixo-me ficar deitada.

Tento ler mais um livro,

O pensamento voou para outras paragens.

 

Numa emoção vinda sei lá de onde

Transporto-me para uma serenidade consciente.

Num filme de memórias, recordo outros tempos.

Que foram os nossos… só nossos.

Tantas luas passaram…

Mas soube-me a… ontem.

 

Lembro-me de velas com aroma a canela.

Lembro-me de janelas meio abertas.

Lembro-me do calor daquele Verão.

Lembro-me de brisas marinhas.

 

Duas peças de um puzzle

Tiradas à sorte do Universo.

Encaixaram, perfeitas,

Na envolvência suave da canela.

Numa harmonia transcendental

Como se tivessem sido talhadas

Com um propósito singular.

 

Quase não havia palavras.

Havia olhares.

Havia um silêncio gritante e pacificador.

Todos os estrépitos do mundo
silenciaram em sinal de respeito.

 

Caminhos diferentes arrancaram-nos o tempo.

Deixei-te ir.
Não quis, mas tive de deixar.

 

Enterrei um amor vivo que nunca morreu.

Guardei-o dentro de mim para que não mo roubem.

É só meu.

 

Já não te tenho.

Já não te posso ter.

Não como antes.

Não como naquele Verão,

Que se prolongou pelo Inverno.

 

Mas tenho-te de outras formas mais subtis.

Abriguei dentro de mim o aroma a canela, os olhares cúmplices

A cadência das palavras, o amor que nos arrebatou.

Ninguém me pode arrancar essas memórias.

 

Se morresse hoje, morreria feliz.

Por ter tido o privilégio de te amar tanto.

De ter sido tão amada por ti.

 

Hoje, estou inteira e feliz

Por ter feito parte do teu puzzle.

Ninguém te arrancará do meu coração.

 

Tu foste único.

 

 

Ana T.

17 Jul 2008

 

 

Imagem 005

6月17日

Sai de Mim!

Sai da minha noite!
Sai dos meus pesadelos!

Desaparece na névoa do tempo.
Abandona a minha alma!

Deixa para os incrédulos
As tuas lágrimas dissimuladas.
 
Sai da minha noite e dos meus dias!
Solta-me o pensamento!

Não agonies mais a minha existência
Com juras de mau talento.

Esconde-te na tua noite e fica lá!
 
 
Sai de mim!
 

Ana T.
17 Junho 2008

 

Anjel Clouds


5月30日

Pintar a tristeza

 
Se pudesse pintar a tristeza…
 
As rosas teriam espinhos sem pétalas
A lua se esconderia e não segredaria magia.
O sol seria uma bola vermelha
Como as estrelas que estão a morrer.
O mar perderia o sal e ficaria pasmado.
 
O relógio deixaria de compreender o tempo.
O vento ficaria mudo e não cantaria
As árvores abrigariam as suas folhas
Os seus ramos abraçariam o seu próprio tronco.
Os pássaros levariam os seus ninhos.
 
As bolas de sabão perderiam as cores do arco-íris.
O silêncio fecharia os olhos para meditar.
A tinta escreveria em cor transparente
Que só as almas grandes e puras poderiam entender
O que ficaria escrito num pergaminho de seda.
 
Não há mais palavras para pintar a tristeza
Que fica depois do tempo desperdiçado,
De uma desilusão abissal,
De um amor que não chegou a ser
De quem jurou mentindo ao mundo.
 
De um embuste…
Que não passou duma patética pantomina.
 
Este é o quadro que não vou pintar
Para que hoje saiba o gosto fresco a liberdade.
Para que hoje consiga erguer
O que de melhor existe dentro de mim,
Para voltar a sorrir e espantar fantasmas alheios.
 
Não vou pintar este quadro!

Ana T.
30 Maio 2008
3月21日

De mansinho

Vou mergulhar de mansinho
Naquele mar que é meu cúmplice.
Peço às ondas, que levemente,
Me conduzam ao meu recanto de paz.
Sussurro às rochas que tão bem me conhecem
Que me ampararem no caminho.
 
Abro os meus olhos feitos pérolas negras
Cansados e secos de sal queimado.
Ofereço o meu coração dolente
A todos os seres marinhos.
Espero o regresso ao que fui um dia
Sem nunca voltar aos lugares onde fui feliz.
 
Deixo a minha alma adormecer
De tanto desassossego.
Sempre que olhares as estrelas
Acreditarás que nunca deixei de te amar.
Um dia estaremos num outro mar
Que abrigará um amor que não morreu.
 
Numa oração profunda
Rogo a Deus que me perdoe.
 
 
Ana T.
21 Março 2008
 
 
 
mar2
1月28日

O meu Sol

O meu Sol

 

 

Quando entraste na minha vida

Foste um novo sol na minha galáxia cinzenta

Restauraste uma mulher incompleta

Conquistaste em mim um sorriso único.

 

Agora não estás na minha vida

Aquele sorriso voou no dia em que me afastei

Nunca mais me senti completa,

O sol ficou mais glacial.

 

E fico assim… impotente, frustrada, triste

Por saber que não posso recolher ao teu sol.

Algo me diz que não queres de volta o nosso sol

É como um regresso ao futuro que não existe.

 

Talvez pudesse ter prolongado o teu sol

Talvez ainda hoje tivesse aquele sorriso

Talvez ainda estivéssemos a viver momentos

Talvez… não sei combater o talvez!

 

Conheço bem a minha alma

Sei que não sei amar-te aos pedaços.

Sei que quero mais e melhor

Afinal mereço o meu lugar ao sol.

 

Esperei uma vida inteira pela minha alma gémea.

Encontrei-te e tive de te soltar.

Tínhamos de cumprir percursos diferentes.

Pode ser que os anjos deixem de nos dedicar partidas.

 

Tomei a única decisão para poder amar-te para além do tempo,

Os grandes amores e as grandes almas sobrevivem ao tempo.

Talvez porque alimentam a esperança de se voltarem a abraçar.

Nunca e sempre são palavras muito demoradas.

 

 

 

Ana T.

28 Jan 2008

 

 

lagrima2

1月25日

Só por hoje....

Só por hoje…

Vou esquecer que te amo intemporalmente

Vou esconder os nossos momentos numa caixa de areia

Trancá-la a sete chaves e atirá-la ao fundo do mar

 

Só por hoje…

Vou chorar a frustração de tempo perdido

Vou inventar que amanhã está sol

Vou olhar para o céu e imaginar que é azul

 

Só por hoje…

Vou achar que não tenho alma

Vou estilhaçar todos os pedaços de ti que guardei

Vou escondê-los num veludo secreto

 

Só por hoje…

Não vou abrir o meu coração para ti

Não vou deixar a minha intuição falar

Não vou deixar que me emociones

 

Só por hoje…

Vou ficar surda às sensações que recordámos ontem

Vou calar a verdade que me entranha a pele

Vou libertar-te mim, para que faças o teu luto

 

Só por hoje…

Vou esquecer que foste a minha metade

Vou esquecer que amanhã foi hoje

Vou apagar o amanhã que podia ter sido ontem

 

Só por hoje…

Vou dizer basta!

Vou ficar cansada para entender o que não dizes

Vou imaginar que me calas com um beijo

 

Só por hoje…

Vou ficar só, porque me apetece!

Porque estou cansada!

Porque não quero amar-te assim outra vez!

 

 

Ana T.

25 Jan 2008

 

 

 

15 Set 05 Guincho05

1月6日

Amor perdido no tempo

Amor perdido no tempo
 
Vou ser nuvem transparente
Uma névoa invisível
Para que ninguém me toque.
 
Dançar ao som de uma música inaudível
Que só eu possa escutar.
 
Escrever palavras que só eu possa entender.
Estou cansada de entender os outros.
 
Cansada de ouvir coisas tão vazias como:
“Estou contigo porque gosto de ti”.
 
Também gosto de arroz de cabidela e de bacalhau com natas.
Mas esses não são a minha companhia.
São alimentos para o corpo.
 
Falta-me o alimento para a alma.
A minha alma é insaciável.
 
Quero ficar numa ilha deserta.
Mais deserta ainda do que aquela onde estou.
 
Mar, sol, palmeiras, água, chocolate amargo, papel e caneta.
Ficar quieta, sem fazer nada.
 
Voar para dentro de mim.

Olhar bem lá no fundo e perceber que não sou assim tão feia.
Nem tão má, nem tão teimosa, bem tão burra.
Nem tão compreensiva, nem tão tolerante.
 
E vás para onde fores, guarda aquela ampulheta.
Tem um segundo de areia,
Mas tem todo o meu amor lá dentro.

Ana T.
6 Jan 2008
 
 
 
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10月27日

Escolhas

Li no teu olhar verde,
um doce querer.

No compasso do tempo
li um doce amar,
uma vontade de ficar.

Leio o teu sorrir
quando regressas aos pincés,
desenhas sonhos em tela,
leio a tua tranquilidade.

Vejo a tua alma cheia de cores,
como um arco-íris gigante.

E peço muito a Deus
que nenhuma nuvem te tolde
o pensamento.

E peço muito aos anjos
que guardem as tuas cores
para mil telas contares.

E num suave sopro
atiro um beijo com o olhar,
para entenderes a minha liberdade,
a minha escolha de ficar.
 
 
Ana T.
27 Out 2007
 
 
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9月8日

Futuro

 
Amanhã...
não haverá mais lágrimas p’ra te dar
abrirei a minha janela p'ra te deixar entrar
confessarei a minha alma ao mar
ouvirei os segredos que prometi guardar
dançarei nas nuvens que me ofereces
trarei a ti a fruta que me deste
deixarás que a tua mão encontre a paz
jurarás amor eterno depois da morte
trarás um raio de luar para eu descansar
 
Amanhã...
será um futuro em branco
temos o poder de o desenhar
seremos dois e nunca mais de um
que o teu descanso seja igual ao meu
as nossas vozes silenciarão
as nossas almas bailarão ao sabor da chuva
dormiremos um sono profundo e quente como o sol
Amanhã...

Ana T.
8 Set 2007
 
7月24日

Egoista

 
Egoísta
 
 
Hoje, vou voltar a ser egoísta, mais uma vez...

Que se lixe... estou cansada de esconder o que sinto só para não parecer mal.
 
Hoje, estou-me nas tintas para o que os outros possam pensar quando lerem isto.
 
------------------------------------------------------------------------------

Hoje, vou espalhar o meu Cansaço...
Pode ser que fique menos Oprimida.

Hoje, vou espalhar a minha Desilusão...
Pode ser que volte a Acreditar.

Hoje, vou espalhar a minha Revolta...
Pode ser que fique em Paz.

Hoje, vou espalhar a minha Ansiedade...
Pode ser que fique mais Tranquila.

Hoje, vou espalhar o meu Fogo...
Pode ser que fique mais Fria.

Hoje, vou espalhar a minha Vida...
Pode ser que me sinta mais Abençoada.

Hoje, vou espalhar a minha Raiva
Pode ser que fique mais Benevolente.
 
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Partilhar, não é dizer “eu quero”...
É dar e receber.
 
Amizade não é discriminar...
É aceitar as diferenças.
 
Quando se ama de verdade...
Há partilha e amizade.
 
Se o orgulho fica acima de tudo isto
acabamos invariavelmente sós.
 
 
 
Ana T.
23 Jul 2007
 
7月15日

Estórias

 
Esta é uma estória
Plena de equívocos
Enganos e desenganos
Podes ser um zé-ninguém
Mas podias ser para mim
O melhor do mundo,
Se não fosses um trapalhão.
Nas tuas pantominas
E momices fora de tempo,
Fazes de ti um palhaço triste
Sem circo e sem público.
 
Ficas como menino desamparado
À sorte de ventos e marés
Queres de volta a tua bússula
Mas perdeste-a no imo teu orgulho.
Preferiste desperdiçar o que tinhas de bom
Convencido que solitário eras mais feliz.
Não és um lobo do mar
Nem tampoco pescador
Insistes em lançar as tuas redes
No escuro da tua alma
Recolhes aventuras desditas
Que te trazem mais vazio.
 
Afinal aquelas fantasias
São amargos de boca.
Em vez de olhar, veres e sentir...
Uma vida com cores
Refugias-te no cinzento
De preocupações que inventas
Para manteres a mente ocupada.
Advogas formas de estar na vida
Que não são a tua verdade,
São as politicamente correctas
Para os outros verem,
Não as concretizas.
 
Pareces um saco de vento...
Magoas-te porque queres,
Ferem-te porque deixas...
Acabas por magoar quem não deves.
Rodeias-te de outros pantomineiros
E continuas num eco estúpido
no imaginário do que não és
não te libertas do que foste
e continuas numa realidade
que não é a tua.
 
Fico triste por te saber assim
Fico com alguma raiva... porque deixei.
Insistes em substimar quem está do teu lado
Persistes no uso de palavras ocas.
 
Amar é cuidar
Quem não cuida
Não merece nada!
 
 
Ana T.
14 Jul. 2007
6月26日

Infértil

 
Hoje gostava de ser fértil...
A minha pena não produz,
Não se reproduz...
nada!
 
Hoje o papel cansa-se
de esperar e seca...
E a tinta não transborda
Numa torrente de...
De mil cores!
 
E nada cresce!
Sinto-me inútil!
 
Estás seca semente!
E aguardas ansiosa...
Pelo despontar
Duma madrugada com lágrimas
Para que voltes a germinar.
 
E voltas a crescer...
E produzes mais sementes
Para que o vento as leve
E mate a fome do mundo!
 
Do mundo de aqui...
E de outro além!
 
Do mundo do abrigo
Dos sem-abrigo
Ainda que sem casa
Fertilizam a mente...
Lêm livros...
 
Devoram as palavras
Como um manjar raro,
São alimento da alma
Não têm nada de seu...
Apenas aqueles livros!
 
De onde vêm aqueles livros?
Alguém os ofereceu...
Ou descobriram-nos...
Por entre o lixo urbano
Que nos sufoca?
 
Este lixo que deixamos
Que nos invada
Todos os dias...!
Mata a fertilidade das palavras
Ficamos estupidificados
Como estátuas de latão!
E não há nada...
Nada que faça parar
Esta paralisia mental!

Recuso-me a ser...
Mais uma dessas estátuas
Que nada fazem,
Nada produzem,
Envenenam com o seu verdete!
 
Não ajudam ninguém,
Ficam ensimesmadas
São insignificantes...
Vivem com o olhar longe...
Perdido no horizonte
Com pena de si mesmas!
 
Chega!
Chega de falso altruismo!
Chega de palhaços
Num circo sem público!
 
Viva os sem-abrigo
Que vejo ler avidamente
Por algumas ruas desta urbe cruel!
 
Viva os sem-abrigo
Que passam orgulhosos
E não pedem esmola!
 
Viva os sem-abrigo
Que são fertéis...
Bastam-se a si próprios
Com o pouco que possuem!
 
Vamos espalhar palavras!
Partilhar vidas,
Lançar notas de música
Como se fossem balões!

Erguer as mãos ao céu...
E gritar bem alto...
Somos fertéis!
 
 
Ana T.
26 Jun 2007

6月14日

O olhar do amor

 
 
A propósito do título de uma das canções mais bonitas cantadas pela Diana Krall “The Look of Love”.
 
Fiquei a pensar no “olhar do amor”.
 
E recordei o que que é este olhar.
 
Já conheci o olhar do amor.
Sei como é o olhar do amor.
Sei quando olharam para mim com o olhar do amor profundo.
Sei quando olho com amor.
E sei quando olhei com amor.
 
Acima de tudo... quem ama...cuida!
E quem não cuida não merece nada!
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No olhar do amor...
Há um mistério profundo
Uma espécie de brilho...
Misturado com uma neblina...
Com uma lágrima de felicidade
Quase transparente...
E uma ponta de dor
 
Sim... porque o amor... dói!
Dói nas entranhas
É uma dor quase feliz...
É um frio estômago
É um calor no coração
É um arrepio na alma
 
O olhar do amor...
É uma porta meio fechada
Que tarda em abrir...
Por medo de ser magoado
Deixar que alguém entre...
Devagar sem pedir licença
 
O olhar do amor...
É aquele que se captura
Numa foto especial
Como um sorriso para o mundo
Aquele olhar peculiar
Que muitos não sabem ler
 
O olhar do amor...
Não precisa de palavras
E quando elas são faladas
Os olhos têm de falar
Muito, mas muito mais alto...
Como um grito mudo
Que vem de dentro da alma
 
Se te olharem de olhos vagos
E da boca sair a palavra “amo-te”
Não creias no que a boca diz
Vê o que olhos falam...
Só assim podes abrir... devagar
Um pouco mais a porta.
 
O olhar do amor...
Quer pureza
Quer atitude...
Quer energia...
Quer carinho...
Quer desvelo...
Quer generosidade
 
O olhar do amor...
Quer cheiro...
Quer paladar...
Quer coragem...
Quer força...
Quer uma dose de loucura...
Quer as cores do mundo!
 
Se a tua alma não vibrar
Com o que lês no olhar
Então as palavras são mentira
São um falar por falar
Porque no amor...
não chegam as palavras!
 
Ana T.
(Maggie)
14 Jun. 07
11月9日

Dança-me

 

Dança-me nos teus braços

Dança-me na tua língua

Sufoca-me na tua boca

Meneia os teus dedos nos meus recantos

Destapa-me o desejo

Queima-me no teu fogo

Dança-me até Marte

Faz-me tua fêmea

Desalinha-me os cabelos

Entra em mim até ao fundo do mar

Dança-ma para além do horizonte

Dança-me na areia do tempo

Dança-me no etéreo do teu imaginário

Dança-me no erotismo dos sentidos

Dança-me em lençóis perfumados

Dança-me no azul dos teus olhos

Leva-me na embriaguez da tua paixão

Dança-me em sexo desvairado

Dança-me até ao fim do tempo

 

Dança-me…

 

Ana T.

Que amor é este

 

Que amor é este

Que mulher é esta

Que descobres em cada dia?

 

Quero ser amor infinito

Que brota das profundezas

Quero ser o teu poço

De água fresca e cristalina

Onde tu matas a tua sede

Quero ser a tua sombra

Onde descansas

Quero ver-te sorrir

Quero ver-te brincar

Quero rir contigo

Quero estar aqui na tua paz.

 

Quero amar-te para além do tempo terreno.

Quero ser a tua metade

Rebento por dentro

Quando aquela ponta de ciúme me invade

Calo-me e sofro em silêncio.

 

Não sei dosear a forma como amo.

Ou amo muito ou não amo.

Se amo muito morro.

Morro se amar pouco.

Não encontro meio-termo para amar.

Morrer por morrer

Prefiro morrer por amar muito.

 

Por mais que doa

Por mais que custe

Por mais que morra…

 

Ana T.

Queria

 

Queria cinzelar numa pedra de luz

O teu nome em folhas verdes,

O teu aroma em pétalas de violeta.

 

Queria pedir ao sol

Uma noz de calor

Para aquecer o teu coração.

 

Queria roubar do céu

Uma colher de ar puro

Para respirares sons de violino.

 

Queria plantar uma estrela amarela

Em cada ponto da tua aura

Para sentires a paz dum beijo.

 

Queria falar com Deus,

Pedir ao anjo branco

Que te proteja nas suas asas.

 

Queria trazer do vento

Aquela brisa cálida

Que te acalenta o sonho.

 

Queria escrever na alvura

Duma folha de papel

A palavra que te alenta.

 

Queria conseguir transpor

Para dentro de mim a tua aflição…

Porque não consigo aliviar

A tua mágoa da vida.

Mas estou impotente

Para matar a desilusão

Que te cultivaram na alma.

 

Queria ter poder para te ver feliz

Queria ser mais forte e não consigo!

 

Se tudo isto não é amor

Então não sei amar!

 

 

Ana T.